Ataque dos EUA à Venezuela deixa ao menos 40 mortos, segundo o New York Times
Ataque dos EUA à Venezuela deixou ao menos 40 mortos, segundo o New York Times. Trump afirmou que vai governar o país após a captura de Nicolás Maduro.
Thamires Souza
1/4/20264 min read


Na imagem, explosões em Caracas, capital da Venezuela, após ataques dos EUA...(poder360)
Operação militar norte-americana matou civis e militares e levou Trump a anunciar intenção de governar o país após captura de Nicolás Maduro
Um ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, neste sábado (3), deixou ao menos 40 pessoas mortas, entre militares e civis venezuelanos, de acordo com informações publicadas pelo The New York Times. Os dados foram repassados ao jornal por um alto funcionário venezuelano que falou sob condição de anonimato e são considerados preliminares.
Segundo a mesma fonte, não houve mortes entre militares americanos durante a ação. Até o momento, não foi divulgado um balanço oficial independente que confirme o número total de vítimas, e organismos internacionais ainda não apresentaram relatórios próprios sobre o impacto humano da operação.
A ofensiva militar ocorreu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, episódio que intensificou a crise política e diplomática entre os dois países.
Operação foi batizada de “Determinação Absoluta”
De acordo com informações divulgadas pelo governo norte-americano, a ação recebeu o nome de “Operação Determinação Absoluta”. Trump comemorou publicamente o resultado da ofensiva e afirmou que a intervenção marca o início de uma nova fase política na Venezuela.
Ainda segundo o New York Times, o ataque atingiu alvos em território venezuelano e provocou mortes tanto entre integrantes das forças armadas locais quanto entre civis. O jornal ressalta que os números podem ser atualizados à medida que novas informações sejam confirmadas.


Imagem do momento da captura de Nicolás Maduro - Redes Sociais
Trump afirma que vai governar a Venezuela
Em entrevista coletiva concedida no início da tarde deste sábado, Donald Trump declarou que pretende governar a Venezuela após a captura de Maduro. Segundo o presidente norte-americano, nenhuma pessoa ligada diretamente ao entorno do líder venezuelano permanecerá no poder durante o período de transição.
Trump afirmou que será instalada uma administração interina, que ficará responsável pela condução do país até que, segundo suas palavras, uma transição de governo possa ser realizada “com segurança”. No entanto, o presidente não explicou como essa administração será formada, nem especificou por quanto tempo ela permanecerá em vigor.
“O governo será conduzido por um grupo”, disse Trump, sem fornecer mais detalhes sobre a composição, atribuições ou legitimidade desse grupo.
Ausência de detalhes sobre plano de transição
Até o momento, não foram apresentados documentos oficiais, cronogramas ou esclarecimentos adicionais sobre o modelo de governança anunciado por Trump. Também não houve menção explícita a autorização da Organização das Nações Unidas ou a decisões do Conselho de Segurança que respaldem formalmente a operação ou a administração interina proposta.
Especialistas em política internacional observam que a falta de informações detalhadas amplia as incertezas sobre os próximos passos e sobre o enquadramento jurídico da ação à luz do direito internacional.
Número de mortos ainda é preliminar
O New York Times destaca que o número de ao menos 40 mortos se baseia em dados iniciais e pode sofrer alterações. A ausência de confirmação por fontes independentes, como agências humanitárias ou missões internacionais, faz com que a imprensa trate os números com cautela.
Até agora, não há confirmação pública sobre a identidade das vítimas nem sobre a proporção exata entre civis e militares mortos durante o ataque.


Ataque dos EUA contra a Venezuela — Foto: STR / AFP
Repercussão e atenção internacional
O anúncio da ofensiva e as declarações de Trump repercutiram rapidamente na comunidade internacional. Governos, organismos multilaterais e analistas acompanham a situação com atenção, diante do potencial de escalada do conflito e de seus impactos regionais.
A América Latina, historicamente marcada por intervenções externas ao longo do século XX, observa o episódio com preocupação, sobretudo pelo risco de instabilidade prolongada e agravamento de crises humanitárias.
Situação segue em desenvolvimento
As informações sobre o ataque, o número de vítimas, a situação de Nicolás Maduro e o modelo de administração anunciado pelos Estados Unidos ainda estão em apuração. O próprio New York Times ressalta que os dados disponíveis até agora são preliminares e dependem de confirmações adicionais.
Novos posicionamentos oficiais, tanto do governo venezuelano quanto de organismos internacionais, devem ser divulgados nos próximos dias, à medida que o cenário evolui.
