Vídeo revela tornozeleira de Jair Bolsonaro com queimaduras e danos confirmados pela Seap-DF
Vídeo da Seap-DF mostra tornozeleira de Jair Bolsonaro com queimaduras e danos no fecho. Relatório cita uso de ferro quente e alerta de violação às 0h07. Entenda o caso.
11/23/20253 min read
Um vídeo divulgado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAP-DF) mostrou a tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com claros sinais de avarias e marcas de queimadura, após o equipamento ter sido violado no fim de novembro de 2025. Correio Braziliense
A divulgação das imagens ocorreu em meio à prisão preventiva de Bolsonaro, decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 22 de novembro, após constatação da violação das medidas cautelares impostas a ele enquanto estava sob monitoramento eletrônico. Correio Braziliense
O que mostram as imagens da tornozeleira
O vídeo oficial da SEAP-DF, que circulou em páginas governamentais e nas redes sociais, exibe a tornozeleira com sinais evidentes de danos físicos ao case (a caixa que abriga o aparelho) — incluindo marcas de queimadura ou derretimento na área de fechamento do dispositivo. Correio Braziliense
Em depoimento ao pessoal de monitoramento, Bolsonaro afirmou que chegou a manipular o equipamento com um tipo de ferro quente de solda, supostamente por curiosidade, o que é mencionado no relatório técnico que acompanhou a documentação da SEAP-DF. Instagram
O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica registrou um alerta de violação às 0h08min da madrugada do dia 22 de novembro de 2025, o que levou agentes de escolta e policiais penais a verificarem a tornozeleira e a constatarem a necessidade de substituição imediata do dispositivo. Poder360
Por que a violação da tornozeleira foi considerada grave
A tornozeleira eletrônica é um equipamento utilizado para monitorar a localização de pessoas submetidas a medidas cautelares, como prisão domiciliar ou restrições de deslocamento, por meio de sinais GPS. A violação deliberada do dispositivo — especialmente mediante uso de ferramentas inadequadas — caracteriza quebra de regras de monitoramento e risco de fuga, que são elementos levados em conta pelo Judiciário. Correio Braziliense
No caso de Bolsonaro, a constatação de que a tornozeleira fora violada motivou a decisão judicial de prisão preventiva, sob argumento de que a tentativa de danificar o monitor seria parte de uma intenção de fuga ou de burlar a medida cautelar — além de “ameaça à ordem pública”, conforme relatado na decisão que embasou a prisão. Correio Braziliense
Contexto da prisão e medidas judiciais
A prisão de Bolsonaro em novembro de 2025 não se deu apenas pela violação do monitor eletrônico, mas também pelo fato de ele estar respondendo a processos judiciais importantes e por haver entendimento judicial de que, naquele momento, ele representava um risco de fuga ou de descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas. Correio Braziliense
O ministro do STF responsável pela ordem de prisão considerou que a violação do equipamento de monitoramento eletrônico indicava intenção de ruptura do sistema de controle imposto, reforçando a necessidade de custódia preventiva, o que foi confirmado pelas autoridades competentes. Correio Braziliense
O papel do sistema de monitoramento eletrônico
A tornozeleira eletrônica faz parte de um conjunto de medidas que incluem:
recebimento de sinais de localização em tempo real;
alertas automáticos de violação ou desligamento;
monitoramento por uma central que aciona equipes de fiscalização em caso de irregularidade.
Quando há desencadeamento de alerta por violação ou tentativa de desativação, a equipe responsável pela monitoração costuma acionar imediatamente as forças policiais e os gestores do sistema, a fim de verificar a situação e adotar medidas de segurança. Instagram
No caso deste episódio, o alerta gerado pelo sistema foi fundamental para que a violação fosse detectada e incluída no relatório técnico apresentado às autoridades judiciais. Instagram
Repercussão e debate público
A divulgação das imagens e a confirmação de que Bolsonaro admitiu ter manipulado a tornozeleira eletrônica — mesmo que sob a justificativa de curiosidade — provocaram debates públicos sobre:
a eficácia dos sistemas de monitoramento eletrônico,
os critérios legais para prisão preventiva,
e os limites das medidas cautelares impostas a réus em processos de alta complexidade política.
Vozes críticas à decisão argumentaram que a prisão preventiva seria excessiva, enquanto defensores da medida ressaltaram a importância de garantir a segurança jurídica e a eficácia do monitoramento imposto pelo Judiciário. Correio Braziliense
Como o sistema foi substituído
Após a constatação da violação do equipamento, agentes responsáveis pela escolta de Bolsonaro procederam à troca da tornozeleira eletrônica por um novo dispositivo, que foi testado para garantir o funcionamento normal antes que ele voltasse a ser monitorado. Poder360
Essa substituição é uma prática padrão em casos de avarias ou alertas de violação, a fim de manter o controle judicial e evitar lacunas no monitoramento de pessoas sob medidas cautelares. Poder360
Conclusão
A divulgação de um vídeo oficial mostrando a tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro com sinais de queimadura e avarias, e a confirmação técnica da violação do dispositivo pela própria pessoa monitorada, elevaram as discussões sobre a importância e os limites do uso de dispositivos de monitoramento eletrônico no contexto jurídico.
Independentemente da posição política de cada leitor, o episódio reforça que:
o monitoramento eletrônico é uma ferramenta essencial para cumprimento de medidas cautelares;
a violação deliberada de dispositivos desse tipo pode resultar em consequências judiciais graves;
e que as decisões sobre prisão preventiva costumam considerar riscos de fuga e descumprimento de regras impostas pela Justiça. Correio Braziliense

