Trump convida Lula para integrar conselho internacional de paz sobre Gaza
Trump convida Lula para integrar conselho internacional de paz sobre Gaza; governo brasileiro ainda avalia participação na iniciativa.
Escrito por: Thamires Souza
1/18/20263 min read


Além de Lula, Javier Milei, presidente da Argentina, disse ter recebido convite para integrar o 'conselho de paz' em Gaza - (crédito: Platobr Politica)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar um conselho internacional voltado à construção de um acordo de paz na Faixa de Gaza, em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio. A iniciativa prevê a criação de um grupo restrito de líderes internacionais com atuação política e diplomática para buscar caminhos de negociação entre Israel e o Hamas.
Até o momento, o governo brasileiro não confirmou oficialmente se aceitará o convite. Autoridades do Palácio do Planalto informaram que a decisão ainda está em análise e que não há posicionamento formal sobre a participação do Brasil no conselho proposto.
Proposta surge em meio à escalada do conflito
A criação do conselho ocorre em um contexto de grave crise humanitária em Gaza, com milhares de mortes, deslocamentos forçados e colapso de serviços essenciais. A guerra tem mobilizado a comunidade internacional e gerado pressões por iniciativas diplomáticas capazes de interromper a violência e abrir espaço para negociações duradouras.
Segundo a proposta apresentada por Trump, o conselho teria caráter político e funcionaria como um fórum de interlocução direta entre líderes globais, com o objetivo de facilitar entendimentos e reduzir tensões no conflito.
Líderes da América Latina também foram convidados
Além de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei, declarou publicamente que também recebeu convite para integrar o conselho. A inclusão de líderes latino-americanos indica uma tentativa de ampliar o espectro diplomático do grupo, incorporando países que tradicionalmente defendem soluções negociadas e a mediação multilateral.
A estratégia sugere um esforço dos Estados Unidos para compartilhar responsabilidades políticas e reforçar a legitimidade internacional de qualquer proposta que venha a ser discutida no âmbito do conselho.
Governo brasileiro mantém cautela
Apesar da confirmação de que o convite foi feito, o governo brasileiro adotou postura cautelosa. Até o momento, não houve manifestação oficial do Ministério das Relações Exteriores nem do presidente da República sobre a aceitação do convite.
Fontes próximas ao Planalto indicam que a decisão envolve avaliação diplomática cuidadosa, considerando o histórico do Brasil na defesa do multilateralismo, do direito internacional e da proteção de civis em zonas de conflito.
Posição do Brasil sobre a guerra em Gaza
Desde o início do conflito, o Brasil tem defendido publicamente um cessar-fogo imediato e a retomada das negociações diplomáticas com base na solução de dois Estados, posicionamento reiterado por Lula em fóruns internacionais.
O presidente brasileiro já fez declarações críticas à condução da guerra e destacou a necessidade de respeito ao direito humanitário internacional, com atenção especial à proteção da população civil e ao acesso a ajuda humanitária.
Esse histórico diplomático faz com que a eventual participação do Brasil em um conselho de paz seja vista por analistas como coerente com a política externa tradicional do país, embora também envolva riscos políticos e diplomáticos.
Desafios e expectativas em torno do conselho
Especialistas em relações internacionais observam que iniciativas desse tipo enfrentam desafios significativos, como divergências profundas entre as partes envolvidas no conflito, interesses geopolíticos conflitantes e limitações práticas para a implementação de acordos.
Ainda assim, a criação de um fórum político com participação de líderes internacionais pode abrir canais de diálogo adicionais e contribuir para reduzir a polarização, desde que haja compromisso efetivo das partes diretamente envolvidas.
Próximos passos
Não há, até o momento, informações sobre a composição final do conselho, seu formato de funcionamento ou cronograma de reuniões. A expectativa é que novos detalhes sejam divulgados após manifestações oficiais dos governos convidados.
Enquanto isso, a comunidade internacional segue acompanhando os desdobramentos da guerra em Gaza e as tentativas diplomáticas de construir uma saída negociada para o conflito.
Conclusão
O convite feito por Donald Trump a Luiz Inácio Lula da Silva para integrar um conselho internacional de paz sobre Gaza insere o Brasil em uma possível nova frente diplomática no Oriente Médio. A decisão do governo brasileiro ainda está em aberto e dependerá de avaliação estratégica sobre o papel que o país pode desempenhar em um cenário marcado por alta complexidade política e humanitária.
O episódio reforça a centralidade da diplomacia internacional na busca por soluções para conflitos prolongados e evidencia o peso político que líderes globais podem ter em iniciativas de mediação.
Sobre o autor
Thamires Souza é a criadora e editora do Mente de Curioso, um blog dedicado à divulgação de curiosidades, ciência, história e fatos explicados de forma clara, responsável e informativa.
