Investigador da Polícia Civil do Amazonas afastado por denúncias morre em Manaus
Investigador da Polícia Civil do Amazonas afastado por denúncias em delegacia morreu em Manaus; causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada.
Thamires Souza
12/31/20255 min read


Investigador de 32 anos da Polícia Civil do Amazona - Reprodução Instagram
Caso envolvendo denúncias em delegacia de São Gabriel da Cachoeira segue sob apuração administrativa; causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada
Um investigador da Polícia Civil do Amazonas, que havia sido afastado do cargo após denúncias de envolvimento sexual com detentos em uma delegacia no interior do estado, morreu em Manaus na terça-feira, 16 de dezembro de 2025. A informação foi confirmada por portais de notícias locais e nacionais. O servidor tinha 32 anos e estava internado desde o fim de semana anterior à morte.
O caso ganhou repercussão nacional meses antes, quando vieram a público denúncias de que o investigador teria mantido relações sexuais com presos dentro de uma unidade policial no município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas. À época, a corporação instaurou procedimento administrativo por meio da Corregedoria e determinou o afastamento preventivo do servidor enquanto as apurações eram conduzidas.
Denúncias envolveram unidade policial no interior do Amazonas
As acusações surgiram em outubro de 2025 e apontavam que o investigador teria se envolvido sexualmente com ao menos cinco detentos dentro das dependências de uma delegacia em São Gabriel da Cachoeira. Segundo as informações divulgadas à época, os fatos teriam ocorrido no interior de celas da unidade policial.
Diante da gravidade das denúncias, a Polícia Civil do Amazonas informou que abriu um procedimento disciplinar em sigilo, conforme previsto nos regulamentos internos da corporação. Como medida cautelar, o servidor foi afastado de suas funções, sem prejuízo da continuidade da investigação administrativa.
As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o conteúdo das apurações, tampouco se houve registro de boletins de ocorrência relacionados diretamente aos fatos, uma vez que o procedimento tramita sob sigilo funcional.
Afastamento preventivo e atuação da Corregedoria
Em nota divulgada quando o caso veio à tona, a Polícia Civil do Amazonas afirmou que não compactua com desvios de conduta e que todos os fatos denunciados seriam rigorosamente apurados pela Corregedoria da instituição.
O afastamento preventivo é uma medida administrativa comum em casos que envolvem suspeitas graves contra servidores públicos, especialmente quando há risco de interferência nas investigações ou de comprometimento da credibilidade institucional.
Até o momento da morte do investigador, não havia conclusão oficial do procedimento disciplinar, nem divulgação de eventual responsabilização administrativa ou criminal.


Foto: Beatriz Sampaio /PC-AM
Internação e morte em Manaus
Segundo informações publicadas pelo Portal Em Tempo, o investigador estava internado em um hospital de Manaus desde o domingo anterior, dia 15 de dezembro de 2025. Ele morreu na terça-feira seguinte, dia 16, após apresentar um quadro clínico grave.
A reportagem informou que o servidor sofreu falência múltipla de órgãos enquanto estava hospitalizado. No entanto, a causa exata da morte ainda não foi oficialmente divulgada pelas autoridades responsáveis.
Informações preliminares citadas por veículos locais mencionaram a possibilidade de agravamento do quadro clínico em decorrência do uso excessivo de medicamentos, incluindo remédios para dormir, além de indícios de uso de entorpecentes. Essas informações, contudo, não foram confirmadas oficialmente pela Polícia Civil do Amazonas nem por laudos médicos divulgados até o momento.
Ausência de confirmação oficial sobre a causa da morte
A Polícia Civil do Amazonas não divulgou, até agora, um comunicado oficial detalhando a causa da morte do investigador. Também não foram tornados públicos laudos do Instituto Médico Legal (IML) ou resultados de exames toxicológicos que permitam confirmar as circunstâncias clínicas que levaram ao óbito.
Em casos desse tipo, é comum que a causa da morte só seja oficialmente confirmada após a conclusão de exames periciais e análises médicas detalhadas, o que pode levar dias ou semanas.
Enquanto isso, as investigações administrativas relacionadas às denúncias que motivaram o afastamento do servidor permanecem formalmente em aberto, embora a morte possa impactar o andamento do processo disciplinar.
Repercussão do caso e debate institucional
O caso teve ampla repercussão nacional desde que as denúncias foram divulgadas, levantando debates sobre conduta ética de agentes públicos, condições de fiscalização em unidades policiais e mecanismos de controle interno dentro das forças de segurança.
Especialistas em administração pública e segurança institucional apontam que procedimentos disciplinares e corregedorias independentes são instrumentos fundamentais para garantir a transparência e a responsabilização de agentes públicos, especialmente em situações que envolvem suspeitas de abuso de autoridade ou violação de direitos.
Ao mesmo tempo, entidades ligadas aos direitos humanos ressaltam a importância de investigações rigorosas sempre que há denúncias envolvendo custodiados, uma vez que pessoas privadas de liberdade estão em situação de vulnerabilidade.
O que já foi confirmado até o momento
Com base nas informações publicadas por veículos jornalísticos confiáveis, os seguintes pontos estão confirmados:
O investigador tinha 32 anos e integrava os quadros da Polícia Civil do Amazonas.
Ele foi afastado preventivamente após denúncias de envolvimento sexual com detentos em uma delegacia de São Gabriel da Cachoeira.
A Corregedoria da corporação instaurou procedimento administrativo em sigilo para apurar os fatos.
O servidor morreu em Manaus no dia 16 de dezembro de 2025, após período de internação hospitalar.
A morte ocorreu em um contexto de falência múltipla de órgãos, conforme informações iniciais da imprensa.
Não há, até o momento, causa oficial de morte divulgada pelas autoridades.
O que ainda está sendo apurado
Por outro lado, seguem sem confirmação oficial:
A causa exata da falência múltipla de órgãos.
A eventual relação entre o quadro clínico e o uso de medicamentos ou substâncias.
O impacto da morte do investigador sobre o desfecho do procedimento disciplinar.
A existência de eventuais investigações criminais paralelas aos procedimentos administrativos.
Essas informações dependem de laudos médicos, posicionamentos oficiais da corporação e eventuais manifestações do Ministério Público.
Encerramento
A morte do investigador ocorre em meio a um caso sensível que envolvia denúncias graves e um procedimento disciplinar ainda em andamento. Enquanto as autoridades não divulgam a causa oficial do óbito, o episódio segue cercado de questionamentos e repercussões institucionais.
A Polícia Civil do Amazonas informou que continua comprometida com a apuração dos fatos dentro dos limites legais e administrativos, reforçando que casos dessa natureza devem ser tratados com responsabilidade, respeito às instituições e observância do devido processo legal.
