Filha de major da PM é encontrada morta no Rio; pai fala em “maior dor do mundo”
Filha de major da PM é encontrada morta com sinais de espancamento na zona oeste do Rio. Polícia Civil investiga o caso.
Escrito por: Thamires Souza
1/6/20264 min read


Polícia Civil investiga morte de Naysa Kayllany na zona oeste do Rio de Janeiro - Imagem: Reprodução de redes sociais
A morte de Naysa Kayllany da Costa Borges Nogueira, filha do major da Polícia Militar Neyfson Borges, provocou forte comoção no Rio de Janeiro. A jovem foi encontrada morta no domingo (5), na zona oeste da cidade, com sinais de espancamento, segundo informações confirmadas pelas autoridades policiais.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que busca identificar testemunhas, esclarecer a dinâmica do crime e apontar possíveis autores. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.
A dor da família ganhou repercussão após o pai da jovem se manifestar publicamente nas redes sociais, descrevendo a perda como “a maior dor do mundo”.
Manifestação pública do pai
O major Neyfson Borges, integrante do Batalhão de Choque da PMERJ, utilizou as redes sociais para lamentar a morte da filha. Em uma mensagem marcada por emoção, ele descreveu o sofrimento causado pela perda e prestou homenagem à jovem.
A manifestação gerou grande repercussão e mobilizou mensagens de solidariedade de colegas de farda, amigos, familiares e pessoas que acompanharam o caso pela imprensa.
O que se sabe sobre o caso
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil e repercutidas pelo UOL, Naysa Kayllany foi encontrada sem vida com indícios de violência física. As autoridades confirmaram que o corpo apresentava marcas compatíveis com espancamento, o que reforça a suspeita de homicídio.
Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre local exato, horário da morte ou circunstâncias iniciais em que a vítima foi encontrada, como forma de preservar a investigação.
Investigação em andamento
A apuração está sob responsabilidade da Polícia Civil, que realiza diligências, análise de imagens, coleta de depoimentos e busca por testemunhas que possam ter visto a jovem antes da morte ou que tenham informações relevantes.
Segundo investigadores, o caso ainda se encontra em fase inicial, e nenhuma linha de investigação foi descartada. A polícia trabalha para esclarecer se houve envolvimento de terceiros conhecidos da vítima, se o crime ocorreu em contexto de violência urbana ou se há outros elementos que possam indicar a motivação.
Até agora, não há confirmação oficial de suspeitos, prisões ou pedidos de prisão preventiva.
Perfil da vítima
Naysa Kayllany era filha de um oficial da Polícia Militar e, segundo pessoas próximas, mantinha uma vida ativa e presença frequente nas redes sociais. No entanto, as autoridades evitam divulgar detalhes sobre sua rotina ou relações pessoais para não comprometer o andamento das investigações.
A exposição pública do caso ocorre principalmente em razão da manifestação do pai e do impacto emocional causado pela brutalidade do crime.
Crime e comoção social
Casos de mortes violentas envolvendo jovens mulheres costumam gerar forte reação social no Rio de Janeiro, especialmente diante da recorrência de crimes com extrema violência. Organizações da sociedade civil e especialistas em segurança pública apontam que episódios assim reforçam a necessidade de investigações rápidas, transparentes e eficazes.
A repercussão também reacende o debate sobre violência urbana, proteção de mulheres e a dificuldade histórica de elucidação de homicídios em grandes centros urbanos.
Procedimentos periciais
O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passou por exames necroscópicos. O laudo pericial será fundamental para determinar:
A causa exata da morte
O tipo de agressão sofrida
Se houve uso de objetos ou apenas força física
O horário aproximado do óbito
Essas informações devem ajudar a Polícia Civil a reconstruir os últimos momentos da vítima.
Atuação da Polícia Militar
Apesar de o pai da vítima ser oficial da PM, a investigação está sendo conduzida exclusivamente pela Polícia Civil, conforme determina a legislação. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não atua na apuração criminal, mas manifestou solidariedade à família.
Autoridades reforçam que o fato de a vítima ser filha de um policial não altera os protocolos investigativos, que seguem os mesmos procedimentos aplicados a qualquer caso de homicídio.
Busca por testemunhas
A Polícia Civil informou que trabalha para identificar pessoas que possam ter tido contato com Naysa Kayllany nas horas ou dias anteriores ao crime. Testemunhas são consideradas essenciais para esclarecer:
Onde a vítima esteve antes da morte
Com quem manteve contato
Se houve conflitos, ameaças ou situações de risco
A colaboração da população é vista como um fator decisivo para o avanço da investigação.
Violência e sensação de insegurança
O crime ocorre em um contexto de preocupação crescente com a violência na zona oeste do Rio, região que enfrenta desafios relacionados à criminalidade, disputas territoriais e atuação de grupos armados em algumas áreas.
Especialistas destacam que homicídios com sinais de espancamento costumam indicar violência extrema e demandam resposta rápida do Estado para evitar a impunidade e reduzir a sensação de insegurança.
O que ainda precisa ser esclarecido
Até o momento, seguem sem resposta:
A motivação do crime
A identidade de possíveis suspeitos
Se a vítima foi atacada por uma ou mais pessoas
Se houve tentativa de ocultação do corpo
A Polícia Civil afirma que novas informações só serão divulgadas quando houver confirmação técnica e jurídica dos fatos.
Caso segue sob sigilo parcial
Por se tratar de uma investigação em curso, parte das informações está sob sigilo parcial, medida comum em crimes violentos. O objetivo é preservar provas, evitar interferências externas e garantir a integridade do processo investigativo.
Autoridades reforçam que qualquer divulgação prematura pode prejudicar a responsabilização dos envolvidos.
Considerações finais
A morte de Naysa Kayllany da Costa Borges Nogueira representa mais um episódio de violência extrema que atinge famílias de diferentes realidades no Rio de Janeiro. O luto público do pai, um oficial da Polícia Militar, expõe a dimensão humana da tragédia e reforça a cobrança por respostas rápidas e justiça.
Enquanto a investigação segue em andamento, a expectativa é de que a Polícia Civil consiga esclarecer o crime, identificar os responsáveis e oferecer uma resposta à família e à sociedade.
Sobre o autor
Thamires Souza é a criadora e editora do Mente de Curioso, um blog dedicado à divulgação de curiosidades, ciência, história e fatos explicados de forma clara, responsável e informativa.
